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domingo, 23 de agosto de 2015

Vincenzo Nibali está expulso do Tour da Espanha

Vincenzo Nibali da Equipe Astana, que esteve envolvido numa queda aos 30 quilómetros para chegada, chegou a ter mais de 1.30 minutos de vantagem em relação ao pelotão. 

Imagem retirada da internet

Impiedosamente com Nibali, os juízes do Tour de Espanha não tiveram escolha a com o Ciclista italiano e aplicaram a pena de expulsão para ele. O atleta da Astana foi envolvido em um acidente com vários atletas que ocorreu trinta quilômetros para a chegada e quando já estava em contato com o pelotão, ele se agarrou ao carro da equipe para uma suposta "recuperação" que o separou do resto do pelote e o fez chegar à subida final  dentro de minutos. As câmeras filmaram o momento e depois de terem feito a análise o júri comprovou a fraude não tiveram perdão com o ciclista.
Depois de uma longa reunião com todos os juízes do Tour, a decisão foi tomada ao anoitecer. Bruno Valcic, presidente dos árbitros da Volta à Espanha apareceu perto das nove da noite e disse:  "Foi uma decisão difícil, mas não tivemos escolha, as imagens eram muito claras."
A equipe do cazaquistão pediu uma decisão branda dos comissários, que poderia ser uma penalização de 10 minutos, mas estes acabaram por expulsar o italiano da prova. 
Então Vincenzo Nibali fica de fora da Vuelta na segunda etapa. Alexander Sheffer, diretorda equipe que estava dirigindo o carro da Astana no momento em  que o italiano foi levado do pelotão, recebeu uma multa junto com Nibali de 200 francos suíços cada. A última parte do castigo é que Astana só pode deixar um carro nas próximas duas etapas. Apesar de que, de fato, não é tão  importante.

A seguir o vídeo que mostra o momento da "repuperação" de Nibali:



quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Ditos e Gírias no Ciclismo

Quando iniciamos no mundo do pedal podemos acabar ficando um pouco perdidos entre tantas gírias que os praticantes mais antigos usam. As gírias vão desde nomes para as obrigações dos atletas dentro de equipes, até adjetivos para o estilo de pedal de membros de grupos. Pensando nessa dificuldade dos ciclistas iniciantes entenderem o que os colegas estão falando, fizemos um compilado das principais gírias usadas em competições e pedais recreativos para ajudar você a se situar.


Pelotão: grande grupo de ciclistas que pedalam juntos.
Grupeto: é um pelotão pequeno, geralmente dos atletas que ficaram para trás do pelotão principal;
Fuga ou escapada: Quando um ciclista ou mais ciclistas deixam o pelotão principal na tentativa de abrir vantagem e ganhar tempo ou tentar a vitória.
Sprinter ou velocista: É o ciclista com grande explosão muscular (arrancada) especializado em chegadas, geralmente vence as provas em que o pelotão chega compacto. Um sprintista pode passar chegar aos 80km/h em um sprint final. 
Escalador ou montanheiro: Ciclista especializado em subida de montanha.
Passista: mesmo não sendo escola de samba, o ciclismo também tem o passista que é aquele atleta que consegue manter um ritmo forte durante um longo tempo. Geralmente tenta vencer as provas escapado ou trabalha em função da equipe. O passista também se destaca nas provas de contra-relógio individual.
Gregário: É fundamental em uma equipe. Estes atletas abdicam do sucesso pessoal para servir a equipe e ao líder. Colocam a cara no vento, neutralizam fugas, e ainda buscam água e alimentos. É praticamente impossível ganhar uma competição sem um bom gregário.
Camelar: fala-se quando um gregário tem que ficar muito tempo puxando o pelotão (camelando) para ajudar seu companheiro de equipe. 
Contra-relógio: Modalidade dentro do ciclismo em que um ciclista tem que pedalar um percurso no menor tempo possível. O atleta larga sozinho e seu tempo é cronometrado. Não é permitido pegar vácuo dos adversários. Existe também o contra-relógio por equipe onde os integrantes da equipe correm todos juntos e fazem o revezamento do vácuo para conseguir andar no maior ritmo possível.
Clássicas: são provas de um dia, a mais famosa é a Paris-Roubaix disputada em grande parte sobre paralelepípedos. No Brasil a clássica mais famosa é a 9 de julho realizada em São Paulo.
Prova por Etapas ou Volta Ciclística: Corridas que duram dois ou mais dias. A corrida é cronometrada e o tempo de cada ciclista é registrado. Vence o atleta que completar o trecho determinado em menor tempo. Um grande exemplo disso é o Tour de France, a mais famosa prova por etapas do mundo que tem três semanas de duração. 
Prólogo: Em uma volta ciclística, é um pequeno contra-relógio onde se define quem será o primeiro ciclista a usar a camisa de líder, em geral amarela.
Meta Volante: É uma chegada intermediária durante uma prova de ciclismo, quem cruzar primeiro ganha prêmios ou bonificações em tempo. No Tour de France o líder veste a camisa verde. 
Prêmio de Montanha: mesmo que uma meta volante, porém sempre no alto de uma montanha, o líder desta classificação do Tour usa uma camisa branca cheia de bolinhas vermelhas.
Botar a cara no vento ou puxar: Sair do vácuo proporcionado pelos ciclistas imediatamente à frente e ditar o ritmo.
Andar na roda: ficar atrás de outro ciclista a uma distância de poucos centímetros aproveitando-se do vácuo.
Atacar, torcer o cabo ou dar uma paulada: tentar uma fuga aumentando a velocidade repentinamente.
Sobrar de roda: quando um atleta que está no vácuo do outro não consegue mais acompanhar o ritmo e fica para trás.
Quebrado ou pregado: muito cansado.
Afogado: é quando um ciclista está forçando muito que chega a sentir falta de ar, não podendo manter o ritmo que estava antes.
Prego de fome: quando o ciclista não se alimenta durante o treino ou competição e de uma hora para outra bate a fraqueza e não consegue mais manter o ritmo.
Tirar o bilhete: quando o ciclista não consegue mais acompanhar o ritmo do pelotão que está se desmanchando, significa que chegou a sua vez.
Homem do Martelo pegou: fala-se quando o ciclista literalmente pregou na estrada.
Braço duro ou pato bravo: ciclista que não sabe andar no meio do pelotão.
Bater Guidão: quando um ciclista está fazendo uma disputa com outro(s).
Ir à morte: dar o máximo de empenho.
Escalera: vem do Espanhol “escada”, é uma forma de revezamento que tem este formato muito comum em lugares com vento, pois só se consegue o benefício do vácuo andando na lateral para trás de outro ciclista.
Caramanhola: squeeze ou garrafinha para levar a água.
Panela: buraco muito grande na estrada.
Volantão, coroão ou prato: Engrenagem dianteira grande, utilizada para altas velocidades.
Comprar um terreno: fala-se quando alguém cai.
Bob: Bunny Hop
Bunny Hop ou Bunny Up: Levantar a roda da frente e depois a traseira. Manobra básica.
CameloMagrela ou Réca: apelidos para as bikes
Dar um rolê: Dar uma volta
Freerideiro: o praticante de freeride
Grau ou Wheelie: Andar se equilibrando apenas na roda traseira, empinando e pedalando.
Imprimir o aro: Bater em algum obstáculo de forma a amassar o aro.
Over all: Praticante de várias modalidades
Pé duro: Ciclista fraco
Pivot 180°: Apoiar-se na roda dianteira e girar a bike em 180 graus
Prego:  Ciclista de pouca habilidade
Ratoeira: Bicicleta gambiarrada, que pode ou não pôr em risco o piloto.
Trator: Bicicleta muito boa.
Tomar um capote: cair.
Zerar: Obter sucesso em manobras ou pistas.

E ai, você já ouviu ou conhece alguma outra gíria que não está na lista? Então deixe nos comentários!

sábado, 2 de maio de 2015

Cerveja hidrata igual à água após prática esportiva


- ATENÇÃO: NUNCA beba antes de pedalar. Pode gerar acidentes, assim como o ato de dirigir.

imagem retirada da Internet.


- Bem é o que dizem os estudiosos, mas no dito ciclismo e suas gírias alguns atletas informam que tomar "uma" Após o Treino ou Corrida é bom para "lavar o estomago". Bem, não sei de onde vem essa, mas vários ditam essa informação e de acordo com o estudo abaixo, pare ser verídica. Confira : 

Bruxelas - Um estudo apresentado nesta terça-feira em Bruxelas comprova que o consumo moderado de cerveja após exercícios físicos é tão eficaz quanto a água para a hidratação, segundo especialistas médicos.
Esta é uma das conclusões apresentadas no "VI Simpósio Europeu de Cerveja e Saúde", onde participaram especialistas em medicina, nutrição e alimentação da União Europeia.
O pesquisador Manuel Castillo, da Universidade de Granada, expôs os resultados de um estudo que consistiu em medir a reação do corpo à ingestão de água ou cerveja após a realização de esforço físico intenso. "Realizamos o estudo para comprovar se o costume de tomar cerveja depois do exercício era recomendável", explicou Castillo.
A conclusão foi de que uma quantidade moderada de cerveja "não prejudica a hidratação após o exercício". Tomar cerveja seria "a mesma coisa que tomar água", por isso é recomendado o consumo da bebida fermentada a todas as pessoas que não tenham nenhuma contraindicação.
"Não foi encontrado nenhum efeito negativo que pudesse ser atribuído à ingestão de cerveja em comparação com a ingestão de água", disse Castillo, que também afirmou que durante as conferências será apresentado outro estudo que descarta que exista "qualquer relação" entre o consumo da bebida e a tendência a desenvolver "barriga de chopp".
O médico Ramón Estruch, do Hospital Clínico de Barcelona, afirmou que os resultados dos estudos mostram que o consumo moderado de cerveja "ajuda na prevenção de acidentes cardiovasculares, graças aos efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios das artérias".
Além disso, proporciona proteção contra fatores de risco cardiovascular, como diabetes, melhora a pressão arterial, regula o colesterol e previne a arterioesclerose, segundo a pesquisa.
Estruch informou que atualmente estão sendo feitas pesquisas para determinar se os benefícios da cerveja com álcool são maiores que os da cerveja "sem", embora haja indícios de que a primeira tem efeitos mais positivos.
De qualquer forma, Estruch ressaltou a importância de "consumir a cerveja dentro de um padrão de alimentação saudável, preferencialmente a dieta mediterrânea".
Maria Teresa Fernandez Aguilar, pesquisadora da Agência da Saúde de Valência, informou sobre os efeitos benéficos da cerveja sem álcool para as mães lactantes. Ela citou o estudo que demonstrou que crianças amamentadas por mães que consumiram duas cervejas sem álcool durante a lactação têm menos possibilidades padecer de doenças como câncer e arteriosclerose, devido à transmissão dos componentes antioxidantes de bebida.
"Os resultados nos surpreenderam", afirmou Maria Fernandez, acrescentando que a cerveja sem álcool seria mais recomendável que outras bebidas gasosas com base química.
- Sabe-se que houveram rumores na época de lançamento da  Cerveja Kaiser Radler, referente á  história que inspirou a criação da cerveja, que mostra o surgimento da categoria RadlerConfira este fregamento retirado do Gazeta o Povo:

"A história que inspirou a Kaiser Radler

Mais interessante ainda do que os números é a história da Radler. A receita surgiu na região da Baviera em 1922. Franz Xaver Kugler, que na época era o dono do conceituado pub Kugler-Alm, situado no final de uma pista de ciclismo, recebeu milhares de esportistas sedentos para se refrescarem. Para atender às necessidades dos seus clientes, ele teve a ideia de combinar cerveja com suco natural de limão, batizando a receita de “Radler” (que significa ciclista em alemão), em homenagem aos seus primeiros consumidores.
A ideia até hoje é ser um sport drink, já tradicional em países de língua germânica e que ganhou muitos adeptos no Leste Europeu, principalmente como bebida de verão. Apesar da invenção ser atribuída a Kugles, em 1912 já haviam menções à esse tipo de bebida. Hoje, diferentes países tem variantes da bebida, misturando na proporção de 1 porção para 1 ou 2 para 1 de cerveja e suco.
Alguns dos mais conhecidos são o Shandy da Grã-Bretanha, preparado com suco de limão, ginger beers, ginger ales ou suco de maça; o Panaché (Panasch ou Panasche), na Itália e França; O Russ ou Russe, também bávaro, mistura de cerveja de trigo e refrigerante aromatizado com suco de limão ou lima; o Ententeich, mistura de Schwarzbier com refrigerante aromatizado com framboesa, popular na Alemanha Central; na Áustria mais variante como Almradler, mistura de chopp com Almdudler (refrigerante com aromas herbais), o Sweet Radler (com suco de limão ou lima), Sour Radler ou Dry Radler (com água mineral), Soda Radler e o Diesel (cerveja com Coca-Cola). 

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Fontes:  Abril e Gazeta do Povo